António Conceição Júnior, Porto, 2025

Biografia

Macau, 1951 — Porto

Filho de uma jornalista e de um campeão de velocidade, conservador aos vinte e sete anos, autor das moedas, dos selos e das marcas de uma cidade, primeiro estilista de Macau, cronista durante vinte anos — e, sempre, um macaense a jogar aquilo a que chama o jogo do macaense.

I

I

Origens · 1925–1951

Uma fotografia, 1925

Existe uma fotografia do corpo docente do Liceu de Macau, tirada em 1925. Entre os homens sentados estão Camilo Pessanha, o poeta simbolista de Clepsidra, e Manuel da Silva Mendes, advogado, presidente do Leal Senado e um dos grandes primeiros coleccionadores de arte chinesa. Entre os seus alunos contavam-se um jovem atleta, António Maria da Conceição, que em 1928 e 1930 seria campeão nacional de estafetas de Portugal, e uma jovem, Deolinda do Carmo Salvado, que viria a ser a primeira mulher jornalista do território.

Deolinda — professora, escritora, autora de Cheong-Sam · A Cabaia, sobrevivente, com os seus dois filhos mais velhos, de um campo de internamento japonês em Hong Kong — foi, nas palavras do filho, “muito certamente a primeira mulher emancipada de Macau”, e a cidade castigou-a por isso. Os seus contos são quase todos sobre mulheres chinesas; ele acredita que ela os pôde escrever por ter sofrido o bastante para se abrir ao olhar do outro.

O filho de ambos, nascido em 1951 e baptizado com o nome do pai, tornar-se-ia em 1978 o primeiro conservador a tempo inteiro do museu erguido sobre a colecção de Silva Mendes. Três gerações atravessam uma única fotografia.

O corpo docente do Liceu de Macau, 1925, com Camilo Pessanha e Manuel da Silva Mendes. Prova em gelatina e prata.

O corpo docente do Liceu de Macau, 1925, com Camilo Pessanha e Manuel da Silva Mendes. Prova em gelatina e prata.

Deolinda do Carmo Salvado da Conceição, c. 1950. Fotografia.

Deolinda do Carmo Salvado da Conceição, c. 1950. Fotografia.

O Liceu de Macau no bairro do Tap Siac, c. 1920. Postal.

O Liceu de Macau no bairro de Tap Siac, c. 1920. Postal.

Os pais, Deolinda e António Maria da Conceição. Fotografia.

Os pais, Deolinda e António Maria da Conceição. Fotografia.

António Maria da Conceição como seleccionador da equipa de futebol de Macau. Fotografia.

António Maria da Conceição como seleccionador da equipa de futebol de Macau. Fotografia.

O artista a pintar um retrato de Camilo Pessanha. Fotografia.

O artista a pintar um retrato de Camilo Pessanha. Fotografia.

O corpo docente do Liceu de Macau, 1925, com Camilo Pessanha e Manuel da Silva Mendes. Prova em gelatina e prata.

O corpo docente do Liceu de Macau, 1925, com Camilo Pessanha e Manuel da Silva Mendes. Prova em gelatina e prata.

Deolinda do Carmo Salvado da Conceição, c. 1950. Fotografia.

Deolinda do Carmo Salvado da Conceição, c. 1950. Fotografia.

O Liceu de Macau no bairro do Tap Siac, c. 1920. Postal.

O Liceu de Macau no bairro de Tap Siac, c. 1920. Postal.

Os pais, Deolinda e António Maria da Conceição. Fotografia.

Os pais, Deolinda e António Maria da Conceição. Fotografia.

António Maria da Conceição como seleccionador da equipa de futebol de Macau. Fotografia.

António Maria da Conceição como seleccionador da equipa de futebol de Macau. Fotografia.

O artista a pintar um retrato de Camilo Pessanha. Fotografia.

O artista a pintar um retrato de Camilo Pessanha. Fotografia.

“Uma mulher emancipada fazia medo aos homens.”

“Uma mulher emancipada fazia medo aos homens.”

António Conceição Júnior · Sobre a mãe, 2024

II

II

Infância · 1951–1963

San Pat Kano, as novas oito casas

À nascença, com os pais, Dezembro de 1951. Fotografia.

À nascença, com os pais, Dezembro de 1951. Fotografia.

Com os pais e o irmão Rui, 1954. Fotografia.

Com os pais e o irmão Rui, 1954. Fotografia.

Com as cores do Sporting Clube, 29 de Outubro de 1957. Fotografia.

Com as cores do Sporting Clube, 29 de Outubro de 1957. Fotografia.

Com o mestre Kwan Tak Hing, Macau, c. 1960. Fotografia.

Com o mestre Kwan Tak Hing, Macau, c. 1960. Fotografia.

Deolinda com o filho, 1952. Fotografia.

Deolinda com o filho, 1952. Fotografia.

Com a mãe no barco para Hong Kong, c. 1954. Fotografia.

Com a mãe no barco para Hong Kong, c. 1954. Fotografia.

Aluno interno do Colégio Dom Bosco, aos seis anos, 1957. Fotografia.

Aluno interno do Colégio Dom Bosco, aos seis anos, 1957. Fotografia.

Com o pai, aos dois meses, 1952, e a dedicatória de Deolinda. Fotografia.

Com o pai, aos dois meses, 1952, e a dedicatória de Deolinda. Fotografia.

Os irmãos Conceição. Fotografia.

Os irmãos Conceição. Fotografia.

No Nash do pai, aos nove anos, 1960. Fotografia.

No Nash do pai, aos nove anos, 1960. Fotografia.

À nascença, com os pais, Dezembro de 1951. Fotografia.

À nascença, com os pais, Dezembro de 1951. Fotografia.

Com o pai, aos dois meses, 1952, e a dedicatória de Deolinda. Fotografia.

Com o pai, aos dois meses, 1952, e a dedicatória de Deolinda. Fotografia.

Com a mãe no barco para Hong Kong, c. 1954. Fotografia.

Com a mãe no barco para Hong Kong, c. 1954. Fotografia.

Com as cores do Sporting Clube, 29 de Outubro de 1957. Fotografia.

Com as cores do Sporting Clube, 29 de Outubro de 1957. Fotografia.

No Nash do pai, aos nove anos, 1960. Fotografia.

No Nash do pai, aos nove anos, 1960. Fotografia.

Deolinda com o filho, 1952. Fotografia.

Deolinda com o filho, 1952. Fotografia.

Com os pais e o irmão Rui, 1954. Fotografia.

Com os pais e o irmão Rui, 1954. Fotografia.

Os irmãos Conceição. Fotografia.

Os irmãos Conceição. Fotografia.

Aluno interno do Colégio Dom Bosco, aos seis anos, 1957. Fotografia.

Aluno interno do Colégio Dom Bosco, aos seis anos, 1957. Fotografia.

Com o mestre Kwan Tak Hing, Macau, c. 1960. Fotografia.

Com o mestre Kwan Tak Hing, Macau, c. 1960. Fotografia.

Nasceu a 6 de Dezembro de 1951 no Hospital de São Rafael — hoje Consulado de Portugal — e cresceu no Bairro Governador Albano de Oliveira, oito moradias para funcionários públicos a que os chineses chamavam San Pat Kano. Os seus pais foram os primeiros a habitar a deles; foi a última a ser demolida.

A mãe morreu em 1956, tinha ele cinco anos. Aluno interno do Colégio Dom Bosco, sportinguista nas cores do pai, rapaz fotografado no Nash paterno e ao lado do mestre de kung-fu Kwan Tak Hing, aos doze anos já tinha lido todos os Enid Blyton que havia em Macau e convenceu o pai a mandá-lo para um colégio em Portugal.

A viagem foi, ela própria, uma escola. No aeroporto de Rangum, o barman vestia um casaco de cerimónia sobre um sarongue: “a parte de cima era ocidental, mas depois havia o sarongue. Ali estava, a minha descoberta das diferenças.”

“Com o meu pai eu aprendi o desportivismo, mas não aprendi a sua paciência.”

“Com o meu pai eu aprendi o desportivismo, mas não aprendi a sua paciência.”

António Conceição Júnior · 2024

III

III

Lisboa e Macau · 1963–1977

A chapa, a prova e a tiragem

De regresso a Macau aos catorze anos, dirigiu, desenhou e escreveu uma página juvenil no Notícias de Macau, o jornal que os pais tinham ajudado a fazer; aos dezasseis, as suas caricaturas e pinturas a óleo encheram a primeira exposição individual. Em 1968 entrou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, ao lado de Fernando Calhau e Julião Sarmento, e aprendeu gravura na cooperativa Gravura, com João Hogan.

O serviço militar levou-o de volta a casa em 1972. O exército cedeu-o ao Liceu como professor de desenho, e estava numa sala de aula na Praia Grande a 25 de Abril de 1974 quando dois oficiais entraram para anunciar que Portugal tinha mudado. Um deles, Garcia Leandro, viria mais tarde a chamá-lo, já como governador.

Pelo meio: a vida de jovem professor em Vila Franca de Xira, uma filha, Beatriz, e o romance gráfico Wong Fei Hong · O Vento de Shantung (1976) — uma China mais antiga, desenhada de memória e não de slogans, que o levou ao congresso de banda desenhada de Lucca e fixou a regra a que mais tarde chamaria o jogo do macaense.

Praça do Comércio, Lisboa, 1963. Fotografia.

Praça do Comércio, Lisboa, 1963. Fotografia.

Pai e filho, 1965. Fotografia.

Pai e filho, 1965. Fotografia.

O artista, c. 1975. Fotografia.

O artista, c. 1975. Fotografia.

Pai e filho, Macau, 1963. Fotografia.

Pai e filho, Macau, 1963. Fotografia.

Fim da recruta, Macau, 1972. Fotografia.

Fim da recruta, Macau, 1972. Fotografia.

Com o pai, Cascais, 1964. Fotografia.

Com o pai, Cascais, 1964. Fotografia.

Como recruta junto a um templo, Macau, 1972. Fotografia.

Como recruta junto a um templo, Macau, 1972. Fotografia.

Praça do Comércio, Lisboa, 1963. Fotografia.

Praça do Comércio, Lisboa, 1963. Fotografia.

Com o pai, Cascais, 1964. Fotografia.

Com o pai, Cascais, 1964. Fotografia.

Fim da recruta, Macau, 1972. Fotografia.

Fim da recruta, Macau, 1972. Fotografia.

O artista, c. 1975. Fotografia.

O artista, c. 1975. Fotografia.

Pai e filho, Macau, 1963. Fotografia.

Pai e filho, Macau, 1963. Fotografia.

Pai e filho, 1965. Fotografia.

Pai e filho, 1965. Fotografia.

Como recruta junto a um templo, Macau, 1972. Fotografia.

Como recruta junto a um templo, Macau, 1972. Fotografia.

“Ser diferente no lugar onde estás. Desenvolve a componente que os outros não têm.”

“Ser diferente no lugar onde estás. Desenvolve a componente que os outros não têm.”

António Conceição Júnior · 1998

IV

IV

O museu e a cidade · 1978–1991

A invenção de uma profissão

O artista a pintar, Macau, 1979. Fotografia.

O artista a pintar, Macau, 1979. Fotografia.

Dança do leão de Macau apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, durante a Quinzena de Macau, 1980. Fotografia.

Dança do leão de Macau apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, durante a Quinzena de Macau, 1980. Fotografia.

Inauguração da Missão de Macau, Lisboa, 1990.

Inauguração da Missão de Macau, Lisboa, 1990.

O artista aos trinta anos, 1981. Fotografia.

O artista aos trinta anos, 1981. Fotografia.

Aos trinta e quatro anos, 1985. Fotografia.

Aos trinta e quatro anos, 1985. Fotografia.

Com Maria Barroso Soares numa exposição de criações do artista, Macau.

Com Maria Barroso Soares numa exposição de criações do artista, Macau. Fotografia.

O artista a pintar, Macau, 1979. Fotografia.

O artista a pintar, Macau, 1979. Fotografia.

Dança do leão de Macau apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, durante a Quinzena de Macau, 1980. Fotografia.

Dança do leão de Macau apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, durante a Quinzena de Macau, 1980. Fotografia.

Inauguração da Missão de Macau, Lisboa, 1990.

Inauguração da Missão de Macau, Lisboa, 1990.

O artista aos trinta anos, 1981. Fotografia.

O artista aos trinta anos, 1981. Fotografia.

Aos trinta e quatro anos, 1985. Fotografia.

Aos trinta e quatro anos, 1985. Fotografia.

Com Maria Barroso Soares numa exposição de criações do artista, Macau.

Com Maria Barroso Soares numa exposição de criações do artista, Macau. Fotografia.

Em Janeiro de 1978, aos vinte e sete anos e candidato único, tornou-se conservador-director do Museu Luís de Camões e herdou uma colecção documentada em folhas de papel químico corrigidas à mão. Em dois anos fotografara todas as peças, restaurara o edifício com a Gulbenkian, abrira a primeira galeria de exposições temporárias de Macau e levara o território a Lisboa: a Quinzena de Macau de 1980 foi a primeira vez que a colónia se apresentou a Portugal como cultura e não como possessão.

Depois começaram os pedidos. Entre 1982 e 1998 o governo pediu a um só homem que desenhasse a sua moeda e a sua emissão base de selos; que criasse as marcas da sua campanha de limpeza, do seu hospital, do seu aeroporto e dos seus bancos; que fundasse a sua associação de designers, dirigisse o seu festival de artes, aconselhasse o seu governador e chefiasse o seu departamento cultural. Num território sem profissão de design, o único designer formado tornou-se a profissão. Nas palavras de Vítor Marreiros, escreveu, com a sua obra, o abecedário do design nesta cidade.

“Foi o governo que se aproveitou de mim.”

“Foi o governo que se aproveitou de mim.”

António Conceição Júnior · Sobre os anos de serviço público

V

V

Poder e autoridade · 1988–1999

O que não se construiu, e a transição

Em 1988 o Governador Carlos Melancia nomeou-o assessor cultural e pediu-lhe um Complexo Cultural: um museu, dois auditórios e uma escola de arte e design para toda a Ásia Oriental, assente em estacas sobre o porto exterior e financiado por um hotel e um centro de congressos, de modo a nada custar ao erário público. Em 1991 Melancia caiu; o projecto foi apelidado de megalómano e arquivado.

Uma década mais tarde construiu-se um Centro Cultural mais modesto, e ninguém sabia o que lá pôr. O presidente do Leal Senado levou-lhe as plantas a um chá, e ele dispôs a colecção encaixotada do Museu Luís de Camões a partir da memória que guardava do inventário de 1978. É esse o Museu de Arte de Macau. Em 1999 o seu desenho venceu o concurso para a medalha da Transferência de Soberania; a tiragem de dois mil exemplares foi cunhada e nunca distribuída. No mesmo ano recusou a Medalha de Mérito Cultural.

Com Beatriz e Helena, Macau. Fotografia.

Com Beatriz e Helena, Macau. Fotografia.

Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

Medalha da Transferência de Soberania, 1999. Cunhada numa tiragem de dois mil exemplares; nunca distribuída.

Medalha da Transferência de Soberania, 1999. Cunhada numa edição de duas mil; nunca distribuída.

Helena Vale e António Conceição Júnior. Fotografia.

Helena Vale e António Conceição Júnior. Fotografia.

Helena Vale, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Helena Vale, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

“António da Conceição Júnior, Director, Fórum.” Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

“António da Conceição Júnior, Director, Fórum.” Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

António, aos doze anos, o futuro cineasta, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

António, aos doze anos, o futuro cineasta, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Com Beatriz e Helena, Macau. Fotografia.

Com Beatriz e Helena, Macau. Fotografia.

“António da Conceição Júnior, Director, Fórum.” Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

“António da Conceição Júnior, Director, Fórum.” Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

Helena Vale, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Helena Vale, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Medalha da Transferência de Soberania, 1999. Cunhada numa tiragem de dois mil exemplares; nunca distribuída.

Medalha da Transferência de Soberania, 1999. Cunhada numa edição de duas mil; nunca distribuída.

Helena Vale e António Conceição Júnior. Fotografia.

Helena Vale e António Conceição Júnior. Fotografia.

Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, RTP, 1997.

António, aos doze anos, o futuro cineasta, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

António, aos doze anos, o futuro cineasta, Macau, 1997. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

“Quando se confronta o poder com a autoridade, é sempre a autoridade que perde.”

“Quando se confronta o poder com a autoridade, é sempre a autoridade que perde.”

António Conceição Júnior · Sobre o Complexo Cultural, 1991

VI

VI

Aikido

O aikido, ou a ausência de inveja

Kenjutsu. Fotografia.

Kenjutsu. Fotografia.

Aikido. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Aikido. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Kenjutsu. Fotografia.

Kenjutsu. Fotografia.

Aikido. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Aikido. Fotograma de Prazer de Criar, 1997.

Descreve o aikido não como uma arte marcial, mas como a disposição que subjaz a tudo: uma filosofia que reconhece o primado da natureza, praticada por um aikideshi que é sempre aluno e nunca mestre. Ao preparar o bailado O Som do Leque para o Festival de Artes de Macau de 1997, regressou ao tatami e descobriu que ele estivera por baixo de toda a sua obra — uma tranquilidade, uma ausência de competição, uma solidariedade para com os colegas.

É por isso que a polivalência nunca se tornou autopromoção, e que tanto do que fez permanece anónimo na cidade que ainda o usa. Nunca assinou a folha verde.

“A alegria que sinto quando vejo uma obra bem feita que não é minha.”

“A alegria que sinto quando vejo uma obra bem feita que não é minha.”

António Conceição Júnior · Sobre o aikido

VII

VII

Cidadão · 1998–2019

Um lugar de cidadania

Deixou o serviço público em 1998, fundou a ARS CIVES e começou a escrever semanalmente para a imprensa de língua portuguesa de Macau — Lugar de Cidadania, Entreposto, Conversas do Chá e do Café, Urbanidades. Para o Museu de Arte de Macau comissariou a primeira exposição alguma vez realizada sobre a história do aço na Ásia Oriental e trouxe do Louvre Platão em Terras de Confúcio; em memória do pai, reanimou e presidiu ao Sporting Clube de Macau.

Três livros reuniram as crónicas, cada um lançado duas vezes, em Macau e em Lisboa. Seguiram-se álbuns e exposições — Primum Lumen, Trânsitos, Territórios — e palestras sobre Silva Mendes, Afonso de Albuquerque e os macaenses.

Discursando numa inauguração, 2008. Fotografia.

A discursar numa inauguração, 2008. Fotografia.

Discursando em chinês no encontro sobre a cerâmica de Shiwan, RPC, 2010.

A falar em chinês no encontro da cerâmica de Shiwan, RPC, 2010.

Lançamento em Lisboa de Conversas do Chá e do Café, apresentado por Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões, 2012.

Lançamento em Lisboa de Conversas do Chá e do Café, apresentado por Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões, 2012.

Lançamento de Quotidianos, Consulado-Geral de Portugal, Macau, 2018.

Lançamento de Quotidianos, Consulado-Geral de Portugal, Macau, 2018.

O artista, 2008. Fotografia.

O artista, 2008. Fotografia.

Nomeado consultor honorário para a cerâmica de Shiwan, 2010.

Nomeado consultor honorário para a cerâmica de Shiwan, 2010.

Inauguração de Trânsitos, exposição e álbum, Creative Macau, 2013.

Inauguração de Trânsitos, exposição e álbum, Creative Macau, 2013.

Palestra sobre o coleccionador Manuel da Silva Mendes, Clube Militar de Macau, 2018.

Palestra sobre o coleccionador Manuel da Silva Mendes, Clube Militar de Macau, 2018.

Apresentado pelo presidente da Fundação da Juventude, Porto, 2009.

Apresentado pelo presidente da Fundação da Juventude, Porto, 2009.

Lançamento de Conversas do Chá e do Café, Macau, 2011.

Lançamento de Conversas do Chá e do Café, Macau, 2011.

Territórios, Centro Científico e Cultural de Macau, Lisboa, 2016.

Territórios, Centro Científico e Cultural de Macau, Lisboa, 2016.

Palestra na Fundação Rui Cunha, “Serões com História”, 2019.

Palestra na Fundação Rui Cunha, “Serões com História”, 2019.

Discursando numa inauguração, 2008. Fotografia.

A discursar numa inauguração, 2008. Fotografia.

Apresentado pelo presidente da Fundação da Juventude, Porto, 2009.

Apresentado pelo presidente da Fundação da Juventude, Porto, 2009.

Nomeado consultor honorário para a cerâmica de Shiwan, 2010.

Nomeado consultor honorário para a cerâmica de Shiwan, 2010.

Lançamento em Lisboa de Conversas do Chá e do Café, apresentado por Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões, 2012.

Lançamento em Lisboa de Conversas do Chá e do Café, apresentado por Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões, 2012.

Territórios, Centro Científico e Cultural de Macau, Lisboa, 2016.

Territórios, Centro Científico e Cultural de Macau, Lisboa, 2016.

Palestra sobre o coleccionador Manuel da Silva Mendes, Clube Militar de Macau, 2018.

Palestra sobre o coleccionador Manuel da Silva Mendes, Clube Militar de Macau, 2018.

O artista, 2008. Fotografia.

O artista, 2008. Fotografia.

Discursando em chinês no encontro sobre a cerâmica de Shiwan, RPC, 2010.

A falar em chinês no encontro da cerâmica de Shiwan, RPC, 2010.

Lançamento de Conversas do Chá e do Café, Macau, 2011.

Lançamento de Conversas do Chá e do Café, Macau, 2011.

Inauguração de Trânsitos, exposição e álbum, Creative Macau, 2013.

Inauguração de Trânsitos, exposição e álbum, Creative Macau, 2013.

Lançamento de Quotidianos, Consulado-Geral de Portugal, Macau, 2018.

Lançamento de Quotidianos, Consulado-Geral de Portugal, Macau, 2018.

Palestra na Fundação Rui Cunha, “Serões com História”, 2019.

Palestra na Fundação Rui Cunha, “Serões com História”, 2019.

“O bambu dobra-se perante o vento.”

“O bambu dobra-se perante o vento.”

António Conceição Júnior · Sobre Macau depois da transição, 1998

VIII

VIII

Porto · 2019–

A última oficina

Porto, 2025. Fotografia.

Porto, 2025. Fotografia.

Uma pintura dos anos do Porto, anos 2020. Fotografia.

Uma pintura dos anos do Porto, anos 2020. Fotografia.

O artista, Londres, Euston. Fotografia.

O artista, Londres, Euston. Fotografia.

A pintar no atelier do Porto, anos 2020. Fotografia.

A pintar no atelier do Porto, anos 2020. Fotografia.

António Conceição Júnior, 2023. Fotografia.

António Conceição Júnior, 2023. Fotografia.

Um retrato no cavalete, ateliê do Porto, anos 2020. Fotografia.

Um retrato no cavalete, ateliê do Porto, anos 2020. Fotografia.

Com o Bicho. Fotografia.

Com o Bicho. Fotografia.

Porto, 2025. Fotografia.

Porto, 2025. Fotografia.

Um retrato no cavalete, ateliê do Porto, anos 2020. Fotografia.

Um retrato no cavalete, ateliê do Porto, anos 2020. Fotografia.

António Conceição Júnior, 2023. Fotografia.

António Conceição Júnior, 2023. Fotografia.

O artista, Londres, Euston. Fotografia.

O artista, Londres, Euston. Fotografia.

A pintar no atelier do Porto, anos 2020. Fotografia.

A pintar no atelier do Porto, anos 2020. Fotografia.

Uma pintura dos anos do Porto, anos 2020. Fotografia.

Uma pintura dos anos do Porto, anos 2020. Fotografia.

Com o Bicho. Fotografia.

Com o Bicho. Fotografia.

Em 2019 mudou-se para o Porto, onde desenha, pinta e escreve num escritório a que chama a sua última oficina. Organiza os seus escritos, investiga a história de Macau, regressa ao retrato e, em 2026, tornou-se membro da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Foi filmado no Porto e em Macau para um documentário realizado pelo filho, António; está em preparação uma monografia da obra, em português, inglês e chinês tradicional.

“Eu não sofro quando crio.”

“Eu não sofro quando crio.”

António Conceição Júnior · 1997

Depoimentos

“António Conceição Júnior é um verdadeiro poeta do vestir.”

“António Conceição Júnior é um verdadeiro poeta do vestir.”

Maria de Jesus Barroso

“Um homem do Renascimento que agora eclode a Oriente.”

“Um homem do Renascimento que agora eclode a Oriente.”

Carlos Morais José

“Nunca esquecerei aquele dia de 1978 em que entrou no meu gabinete um jovem macaense.”

“Nunca esquecerei aquele dia de 1978 em que entrou no meu gabinete um jovem macaense.”

Pedro Tamen

“Uma tranquila força.”

“Uma tranquila força.”

Fernanda Dias

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António Conceição Júnior

António Conceição Júnior

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Material de arquivo: Colecção ACJ / Helena Vale, Porto, salvo indicação em contrário. © 2026 António Conceição Júnior.

Escritos publicados originalmente no Hoje Macau e no blogue do autor.